RUBENS TEIXEIRA

40 anos do curso de pós-graduação do Instituto Militar de Engenharia (IME)

No dia 17 de novembro a pós-graduação no IME completou 40 anos.

Na ocasião vários professores e ex-professores foram homenageados.

Dentre eles, o professor de Química Orgânica, Varandas, ex-professor do curso de Engenharia Química, primeiro a concluir a pós-graduação em química na instituição, e o Coronel Victor Carvalho dos Santos, professor da seção de Engenharia Nuclear, na disciplina radiações não ionizantes, falecido recentemente.

No evento, foi lançado selo comemorativo alusivo à data que será utilizado nas correspondências da instituição. Vários professores, alunos e ex-alunos do IME, além de autoridades, estiveram presentes.

Dentre eles, além do comandante do IME, General de Brigada Amir Elias Abdalla Kurban, o ex-comandante do IME, General de Divisão Álvaro Augusto Alves Pinto, o Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, Alexandre Cardoso, o Diretor da FAPERJ e ex-presidente da CNEN, Dr. Rex Nazaré Alves, e o Diretor Financeiro e Administrativo da Transpetro, Rubens Teixeira, que cursou no IME graduação em Engenharia de Fortificação e Construção e Mestrado em Engenharia Nuclear.

Aproveitei para rever amigos, professores e companheiros de farda, contemporâneos de curso, que são professores e ocupam cargos de chefia no IME.

Conversando com o General Amir, comandante do IME, Secretário Estadual Alexandre Cardoso, Dr. Rex Nazaré, diretor da FAPERJ, meu ex-professor Continue lendo »

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O Brasil, a bomba atômica e o IME

Em matéria publicada hoje, dia 8, no Jornal do Brasil, o especialista em estratégia militar e ex-ministro Alberto Mendes Cardoso, ex-chefe da Casa Militar e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Fernando Henrique Cardoso, confirmou que o Brasil já domina o conhecimento e, se quisesse, poderia dirigir a tecnologia à construção da bomba nuclear.

Uma das maiores autoridades do País em energia nuclear, com 35 anos de atividade no setor, o professor do Instituto Militar de Engenharia (IME) do Exército, Dr. Rex Nazaré Alves, também confirmou, conforme noticiou o Jornal do Brasil no domingo, que o País já domina o conhecimento e a tecnologia necessária para a fabricação da bomba. Ele diz que se o País tivesse interesse, desenvolveria a bomba atômica porque já atingiu um padrão de conhecimento.

O assunto veio à tona após a publicação do livro A Física dos Explosivos Nucleares, de autoria de um doutor no Instituto Militar de Engenharia (IME), que mostra cálculos e equações onde foi desvendada a figura de uma ogiva nuclear americana, a W-87, cujo modelo original era mantido em segredo.

As conclusões provocaram uma reação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), entidade que fiscaliza os programas nucleares no mundo, que tentou retirar de circulação o livro com a tese Simulação Numérica de Detonações termonucleares em Meios Híbridos de Fissão-Fusão Implodidos pela Radiação.

ime

Uma das principais funções das Forças Armadas é causar efeito dissuasório nos potenciais adversários. O confronto é solução última. Para uma força ser dissuasiva ela tem de ter instrumentos que causem temor no adversário. Por isso uma arma potente inibe adversários de confronto e impõe respeito. O Brasil não tem bomba atômica e nem pretende fabricá-la por ser impedido por tratados internacionais e pela Constituiução Federal. Todavia,  conhecer a tecnologia o coloca em um grupo seleto de países que sabem fabricar um artefato que põe qualquer governo, prepotente e bem armado com armas convencionais,  temeroso de tomar uma atitude violenta contra o nosso país em momentos de crise. Se o Brasil dominar a tecnologia da bomba atômica será mais respeitado do que se desconhecê-la.

Parabenizo o Instituto Militar de Engenharia por manter em seu quadros profissionais do mais alto gabarito, nesta área.

Por duas vezes por aquela Escola de excelência. A primeira vez na graduação em Engenharia de Construção e a segunda, para cursar o Mestrado em Engenharia Nuclear. Conclui este, apresentando a tese “Caracterização de Fontes de Nêutrons em Rejeitos Altamente Radioativos“.

Recordo-me que o general Cardoso foi meu comandante na AMAN e tenho nas minha alterações elogio dele quando Coronel. Dr. Rex foi o responsável pela minha ida para o mestrado no IME. Foi meu professor. Recebi dele o convite para atuar na elaboração do mapa radiométrico do país. Não pude participar por ser servidor do Banco Central.

Parabéns IME !

Parabéns Brasil !

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