RUBENS TEIXEIRA

Arquivo online mostra a postura do Brasil diante do Holocausto

Está disponível na internet o Arquivo Virtual do Holocausto e Antissemitismo (Arqshoah), um projeto Laboratório de Estudos de Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER), do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O portal disponibiliza documentos oficiais que revelam a postura do governo brasileiro diante do antissemitismo e da perseguição aos judeus desde a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha em 1933. Além de importantes documentos produzidos por diplomatas durante a Segunda Guerra Mundial, o arquivo contém testemunhos e inventários dos sobreviventes do Holocausto que vivem no Brasil. O site conta também com farto material didático para professores trabalharem o tema em sala de aula, além de vídeos das entrevistas com os sobreviventes e uma biblioteca virtual.

O projeto tem a coordenação da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Departamento de História da USP. A inauguração do portal aconteceu durante a X Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto, em Curitiba.

O Portal tem também uma galeria com os nomes e histórias das pessoas que ajudaram a salvar judeus da perseguição; as rotas de fuga usadas pelos refugiados, um link para os artistas e intelectuais judeus que se refugiaram no Brasil, além de um inventário de sobreviventes, contendo dados pessoais, documentos como passaportes, fotografias, passagens de navio, etc, e uma bibliografia sobre o tema. Há também espaço reservado para documentação e estudos sobre ciganos, homossexuais e Testemunhas de Jeová, minorias também excluídas pela política intolerante da Alemanha nazista.

Quanto aos recursos didáticos, um dos exemplos de auxílio para a abordagem do tema pelos professores é a carta de Fajga Rajzla Boguchwal, uma garota de 10 anos que morava na cidade de Opatow, na Polônia, junto com a mãe e a irmã de sete anos. Em 1938 ela escreve uma carta para a embaixada brasileira em Varsóvia em que, literalmente, implora por um visto de entrada no Brasil, país onde seu pai estava refugiado havia meses. Outro exemplo são os discursos de Thomas Mann divulgados pela BBC de Londres (1940-1945). Tanto a carta como os discursos foram transformados em peças teatrais pela pesquisadora Leslie Marko, uma das integrantes do Arqshoah/LEER.

Mais informações aqui.

Fonte: Agência Soma

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