RUBENS TEIXEIRA

AH-2 Sabre é incorporado à frota da FAB

E agora a nossa dependência logística e coisa e tal ?

Apresentação do primeiro helicóptero de ataque da Força Aérea Brasileira ocorreu na Base Aérea de Porto Velho; Fotos exclusivas.

Por Leonardo Jones

(Defesa Brasil) – Foram apresentados neste sábado (17/04) na Base Aérea de Porto Velho, Rondônia, os três primeiros helicópteros de ataque AH-2 Sabre, denominação dada pela Força Aérea Brasileira ao modelo russo Mi-35. Com a presença do Ministro da Defesa Nelson Jobim, do Comandante da Aeronáutica Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, do Embaixador da Rússia no Brasil e demais autoridades, os helicópteros foram apresentados à mídia e incorporados a frota de aeronaves da Força Aérea.

As três primeiras aeronaves, de um total de 12 adquiridas, já estão em Porto Velho desde dezembro do ano passado, mas só agora, quatro meses depois, foram oficialmente recebidas pela FAB em condições totais de operação. Durante esse período, foram sanadas algumas diferenças de padrões de russos e da FAB, habituada com equipamentos padrão OTAN. Essas dificuldades iniciais são consideradas normais já que tratam-se das primeiras aeronaves de fabricação russa das Forças Armadas brasileiras. Com todas as questões resolvidas, as aeronaves já realizaram vários voos, completando um total de 50 horas de operações aéreas.

Para demonstrar a operacionalidade dos aparelhos, o Ministro Nelson Jobim e o Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito puderam voar nos AH-2 e observar de perto as capacidades destes novos helicópteros. Os Sabres foram ainda batizados pelas duas autoridades com uma garrafa de cachaça produzida pela própria FAB na fazenda que mantém na Academia da Força Aérea, em Pirassununga-SP.

Mi-35

O Mi-35 é a versão de exportação do famoso e já consolidado mundo afora helicóptero de ataque russo Mi-24 Hind.

Tendo feito seu primeiro voo em 1969, essa aeronave já tem em sua bagagem muitos anos de melhorias e modernizações de projeto com base em experiências de combate, além de uma gama enorme de operadores pelo mundo, em todos os continentes.

Estima-se que mais de duas mil unidades já tenham sido produzidas e que seja operado por cerca de 60 países. Essa popularidade do Mi-24 o fez participar de vários conflitos, em torno de 20, entre eles a invasão soviética ao Afeganistão, a Guerra Irã-Iraque, as duas Guerras do Golfo, Kosovo e outras, além de vários conflitos africanos.

Na versão brasileira, sua capacidade de ataque fica por conta de um canhão móvel de cano duplo NPPU23 de 23mm, posicionado sob o “queixo” da aeronave. Foguetes não guiados de 80mm e mísseis anti-tanque Ataka de 130mm, também de fabricação russa, completam o armamento integrado.

Somados ao armamento estão a capacidade de utilização de óculos de visão noturna pelos pilotos, a presença de sensores ativos e passivos como um radar e câmera de infravermelho, além de uma blindagem capaz de agüentar projéteis de 20mm. Essas características fazem do AH-2 um genuíno helicóptero de ataque, com capacidade real de fogo contra blindados, incluindo os mais modernos.

Uma capacidade única deste modelo é a presença de uma pequena cabine de passageiros no centro da estrutura. Não existe outra aeronave de ataque com essa característica, que mesmo sendo pequena, é muito útil para a infiltração ou extração de um grupo de operações especiais, resgate de pessoas em zona de conflito e até mesmo para evacuação aeromédica.

Na FAB

Os Sabres serão operados pelo 2º/8º GAv, Esquadrão Poti, que tem suas origens na cidade de Recife, onde ficou até recentemente, antes de ser transferido para Porto Velho, capital de Rondônia, para operar o AH-2 Sabre em ambiente amazônico.

A intenção da FAB é utilizar essas aeronaves para vigiar a Amazônia brasileira e fronteiras da região. Porto velho fica a cerca de 190km de distância da fronteira com a Bolívia, e o AH-2 um alcance médio de 450km.

Suas missões podem ir desde escolta a outras aeronaves, passando por escolta e proteção de grupos em solo, criando um perímetro de segurança, até a interdição do espaço aéreo, podendo inclusive abater outros helicópteros ou pequenos aviões utilizados pelo narcotráfico na região.

Análise

Com uma vasta experiência em combate e com melhorias na fabricação desses aparelhos em decorrência dessas experiências, a operação de aeronaves como os AH-2 Sabre se apresenta como um elemento importante na defesa da Amazônia brasileira, tanto na região de Rondônia como em toda fronteira Norte. Apesar do número inicial reduzido, se a experiência tiver sucesso, fatalmente apontará para o aumento do número de aparelhos do tipo. Seja como for, as tarefas de vigilância e proteção dessa imensa área contarão agora com esta nova ave de guerra incorporada à frota de combate da Força Aérea Brasileira.

” Uma Nação que confia em seus Direitos, em vez de confiar em seus Soldados, engana-se a si mesma e prepara a sua própria queda.” ( Rui Barbosa )

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