RUBENS TEIXEIRA

Lula inaugura gasoduto ligando Macaé a Duque de Caxias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, na manhã desta quarta-feira (3/2), em solenidade realizada em Campos Elíseos, em Duque de Caxias, um investimento da Petrobras no estado do Rio que vai aumentar a oferta de gás natural ao país: o gasoduto Cabiúnas-Reduc III (Gasduc III). Também participaram da cerimônia os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Minas e Energia, Edison Lobão, o vice-governador Luiz Pezão, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente da Transpetro Sérgio Machado. Marcaram presença, ainda, os diretores da Petrobras, Graça Foster (Gás e Energia), Paulo Roberto Costa (Área de Abastecimento), Renato Duque, e os diretores da Transpetro, Rubens Teixeira (Financeiro e Administrativo)  e Marcelo Rennó (Gás Natural).

Além de ser utilizado por indústrias, nos carros e nas residências, o gás natural abastece usinas termelétricas, que precisaram ser ligadas neste verão para suprir o crescente aumento do consumo de energia elétrica. Nos últimos dias, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revelou que o consumo bateu recorde e a Petrobras informou que precisou acionar 70% da térmicas para reforçar o sistema.

De acordo com o presidente Lula, o gasoduto Cabiúnas-Reduc facilitará a distribuição no país do gás produzido no Rio de Janeiro, Espírito Santo e em São Paulo, principalmente para o Sudeste – a maior região consumidora – reduzindo a dependência das compras da Bolívia.

Presidente Lula vai ao local do gasoduto conhecer a obra

O presidente Lula resumiu as ações de seu governo, no sentido de reduzir as desigualdades, nas seguintes declarações:

“Quem tem fábrica a gás, piscina a gás, carro a gás, tem que saber que se tiver uma crise energética a primeira coisa que vamos utilizar o gás é para levar energia até a casa das pessoas”, afirmou.

“Queremos ter autossuficiência em gás, mas sempre estaremos de olho em garantir a energia da casa das pessoas. Não tem sentido um motorista de táxi andando com carro à gás e a mulher em casa, no escuro”, acrescentou.

“Hoje, continuamos precisando do gás da Bolívia, mas não somos mais dependentes apenas dele. E tenho fé em Deus que, com o pré-sal, teremos muito mais gás e poderemos ser autossuficientes. Sem perder o ponto de vista que a prioridade absoluta dessa produção será a energia elétrica. Em caso de crise energética, a primeira coisa em que vamos usar o gás é para levar energia elétrica para as pessoas.”

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, afirmou que já estão contratados os 40 milhões de metros cúbicos que serão transportados diariamente pelo Gasduc III. De acordo com a Petrobras, o Brasil importa de 19 milhões a 27 milhões de metros cúbicos de gás da Bolívia por dia, em regime contratual. A quantidade varia de acordo com a demanda e o preço do produto. Hoje, com o consumo elevado de energia, cerca de 40% do gás utilizado é boliviano.

O presidente Lula disse também em discurso que, apesar das facilidades do país com relação ao gás, o Brasil não deixará de importar da Bolívia por uma questão de “solidariedade”.

“Temos que ajudar a Bolívia que é um país pobre. Não é por que a gente vai ter mais gás que vai deixar de comprar. O papel de um país grande é comprar e ajudar os pobres. É a política de solidariedade”, declarou Lula.

Para Rubens Teixeira, “a visão do presidente Lula é de um estadista que vê o futuro, pois o Brasil está construindo a sua reputação de país potência. Por isto, não pode ser arrogante com os países que não nos ofereçam riscos, mas que eventualmente nos afrontam com palavras ou ações que possam prejudicar um pouco a nossa economia, em especial, descumprindo contratos.” Acrescenta ainda que “por conta de interesse econômico, o forte não pode agredir o fraco. Nem como resposta a uma ofensa, caso possa se conter. A agressão desnecessária do forte contra o fraco é mal vista pela sociedade e pelo mundo. As agressões vindas de fracos devem ser tratadas de forma especial. A solução deve ser estratégica de forma a tornar as palavras e atos do fraco “agressor” sem sentido ou repercussão no longo prazo.

Como estrategista, Rubens Teixeira entende que “para um país ser potência e ter o reconhecimento internacional, além de possuir uma economia pujante, deve mostrar solidariedade a outros povos que dele depender. Do contrário, ao invés de sermos líderes internacionais, estaremos no caminho de sermos futuros imperialistas e contaremos com a antipatia e o desprezo internacional.” Teixeira finaliza concluindo que “o forte tem obrigação de não agredir o fraco, sob pena de ser o culpado dos conflitos e seus resultados. Com relação aos países ricos, esses sim, devemos elevar o tom se formos agredidos ou constrangidos. Precisamos nos preparar para enfrentar os países com economia forte que tentam nos impor a sua vontade. A esses enfrentaremos. Somos potência. Os países que não acreditam nisso não perdem por esperar.”

Com 179 km de extensão, de Macaé ao Rio de Janeiro, o novo gasoduto vai transportar 40 milhões de m³/dia de gás. A obra custou R$ 2,5 bilhões e faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Também estiveram presentes os prefeitos de Duque de Caixas, José Camilo Zito, de Macaé, Riverson Mussi, de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, de Macuco, Rogério Bianchini, e de Teresópolis, Jorge Mario Sedlacek, e secretário estadual chefe da Casa Ciivl, Regis Fichtner, e o presidente do Sindicato de Metalúrgicos de Duque de Caxias, Simão Zanardi Filho, entre outros convidados.

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